Perder o pai ou a mãe é, para muitos, o momento em que a vida adulta se torna irrevogável. Independentemente da idade que tenhamos, eles são nossas primeiras referências de mundo, o nosso "porto seguro" original.

A perda da proteção invisível Quando os pais partem, algo profundo se altera na nossa percepção de segurança. Existe a sensação de que o "escudo" que nos protegia da finitude foi removido, e agora somos nós que estamos na linha de frente do tempo. É o luto da nossa criança interna, que subitamente se vê órfã de um olhar que a validava desde o nascimento.

A herança emocional O desafio aqui é transformar a presença física em presença interna. Honrar o que foi recebido (valores, histórias, trejeitos) e aprender a caminhar com as próprias pernas, sem o conselho que estava a apenas uma ligação de distância. É um luto de identidade: quem sou eu agora que não sou mais "filho(a)" de alguém?